Tânia Botelho já se dedicou à dança, ao teatro, à televisão, e nos últimos 15 anos vem  se dedicando às Artes Plásticas, tendo a colagem, o desenho e a técnica mista suas mais habituais formas de expressão. Nelas, Tânia procura não se preocupar com questões conceituais ou engessamentos teóricos cada vez mais presentes na cena contemporânea.

Ao invés disso, procura dotar suas composições de uma carga poética singular, abordando questões do mundo atual com muita objetividade sem, contudo deixar morrer o lirismo e a contemplação estética, fazendo uma ponte entre a Tradição do Belo e a Arte de protesto típica do momento pós-moderno. Entre seus temas mais freqüentes estão: a situação da mulher, os direitos humanos, a guerra, a perda dos valores, a desigualdade e a opressão do homem pelo homem.

A colagem é, desde o seu surgimento, uma das formas mais diversificadas de expressão visual, englobando desenho, pintura, papel, recortes, xérox, objetos e qualquer outro tipo de mídia. Existe na colagem uma inquietante capacidade de reaproveitar e re-significar elementos tanto abstratos quanto figurativos, tanto poéticos quanto políticos.

A foto de uma flor retirada de uma propaganda de shampoo pode ser transformada em um ícone de protesto contra a opressão feminina, assim como uma foto jornalística de um refugiado afegão adquire contornos extremamente líricos com o acréscimo de pigmentos e texturas, conferindo à imagem uma dimensão emocional muito mais rica que a do seu contexto original.

E é neste jogo de reconstruções de significados que nasce o trabalho de Tânia Botelho.

“A Arte é a minha arma e quero usá-la pelas minorias que não podem, não sabem ou não querem falar.”

     
 
 
     
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